Projeto “Saúde em Nossas Mãos” reduz infecções hospitalares em UTIs e gera economia milionária ao SUS
Publicado em 15/01/2026 10:15
Ciência
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As infecções hospitalares sempre estiveram entre os maiores desafios da área da saúde, tanto na rede pública quanto na privada. Em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), onde pacientes estão mais vulneráveis e expostos a procedimentos invasivos, esses riscos são ainda maiores. Para enfrentar esse problema, o projeto "Saúde em Nossas Mãos" tem apresentado resultados expressivos no Brasil.

 

Criado com o objetivo de reduzir as Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) em hospitais públicos, a iniciativa alcançou uma redução de 26% nas infecções hospitalares em UTIs de adultos, pediátricas e neonatais entre setembro de 2024 e outubro de 2025. O impacto positivo vai além da segurança do paciente: a diminuição desses casos representou uma economia superior a R$ 150 milhões para o Sistema Único de Saúde (SUS) no período analisado.

 

O projeto foi desenvolvido por hospitais de excelência que integram o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde. Participam da iniciativa o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a Beneficência Portuguesa de São Paulo, o Hospital Israelita Albert Einstein, o Hospital do Coração (Hcor), o Hospital Moinhos de Vento e o Hospital Sírio-Libanês.

 

A proposta do Saúde em Nossas Mãos é atuar diretamente nas UTIs brasileiras para reduzir três das principais infecções hospitalares: infecção primária de corrente sanguínea associada a cateter venoso central; pneumonia associada à ventilação mecânica e infecção do trato urinário associada ao uso de cateter vesical.

 

O desafio é global. Estimativas indicam que as infecções relacionadas à assistência à saúde podem causar até 3,5 milhões de mortes por ano no mundo. No Brasil, cada infecção evitada representa uma economia estimada entre R$ 60 mil a R$ 110 mil, além de significar menos sofrimento para pacientes e famílias.

 

Diante dos resultados alcançados, a meta do projeto é ainda mais ambiciosa: reduzir em 50% as infecções hospitalares até o final deste ano. Os números obtidos reforçam que investir em prevenção, capacitação de equipes e boas práticas assistenciais salva vidas, fortalece o SUS e torna o sistema de saúde mais eficiente e sustentável.

 

Fonte: Com informações do site Agência Brasil e Ministério da Saúde

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