A Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE) avalia como um avanço a aprovação, no Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Protocolo nº 012/2025, que estabelece diretrizes para a criação da Carreira Única Interfederativa no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida representa um passo importante na luta histórica pela valorização dos trabalhadores e trabalhadoras da saúde, especialmente da Enfermagem.
Apesar do avanço, a FNE mantém o sinal de alerta. Para que a valorização da categoria se concretize, é fundamental enfrentar desafios estruturais, como as desigualdades regionais — garantindo os mesmos direitos a profissionais vinculados a estados e municípios —, o avanço da terceirização e da privatização de unidades públicas, além da necessidade de financiamento adequado.
“A aprovação do Protocolo nº 012/2025 é um passo importante, mas a valorização da Enfermagem só será efetiva se houver financiamento permanente, combate à terceirização e superação das desigualdades regionais. Sem esses pilares, a Carreira Única corre o risco de não sair do papel”, afirma Solange Acetano, dirigente da Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE).
Na avaliação da Federação, superados esses impasses, a Carreira Única no SUS deve assegurar ingresso por concurso público, vínculos estáveis, remuneração justa, condições dignas de trabalho e progressão profissional. A FNE reforça ainda que a privatização e a terceirização fragilizam a implantação de uma carreira pública estruturada e enfraquecem o caráter universal do SUS.
A entidade reafirma seu compromisso com a defesa de um SUS público, universal e de qualidade, com respeito e dignidade para quem cuida da saúde da população brasileira.
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