Vacina contra herpes-zóster é barrada no SUS
Por Administrador
Publicado em 14/01/2026 09:45 • Atualizado 14/01/2026 09:46
Saúde
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O Sistema Único de Saúde (SUS) decidiu não incorporar a vacina contra o herpes-zóster, conhecido como cobreiro, à rede pública. A decisão foi publicada no dia 12/01/2026 no Diário Oficial da União e se refere ao imunizante recombinante adjuvado, avaliado para idosos com 80 anos ou mais e pessoas imunocomprometidas a partir de 18 anos.

A análise foi realizada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) que considerou evidências científicas, impacto orçamentário e custo-efetividade.

Segundo a portaria, a vacina não será incorporada nas indicações analisadas, mas o tema poderá ser reavaliado futuramente caso surjam novos dados.

A vacina tem como objetivo prevenir a reativação do vírus varicela-zóster, causador da catapora, que pode voltar a se manifestar com o envelhecimento ou queda da imunidade. O imunizante avaliado é o único disponível no Brasil e representa um avanço em relação às versões anteriores.

As razões do SUS

A vacina contra o herpes-zóster não foi incorporada ao SUS por critérios que vão além da sua eficácia clínica. Embora o imunizante seja considerado altamente eficaz, a decisão levou em conta fatores como custo-efetividade, impacto no orçamento público e a definição de prioridades dentro do Programa Nacional de Imunizações.

Segundo especialistas, o Brasil enfrenta demandas simultâneas na área de vacinação, como o enfrentamento da dengue, a imunização contra o vírus sincicial respiratório e a atualização de vacinas já existentes. Diante de um orçamento limitado e do alto custo da vacina contra o herpes-zóster, a CONITEC entendeu que, neste momento, sua incorporação não seria viável para o sistema público de saúde.

Fonte: Com informações do site G1

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