O Sistema Único de Saúde (SUS) decidiu não incorporar a vacina contra o herpes-zóster, conhecido como cobreiro, à rede pública. A decisão foi publicada no dia 12/01/2026 no Diário Oficial da União e se refere ao imunizante recombinante adjuvado, avaliado para idosos com 80 anos ou mais e pessoas imunocomprometidas a partir de 18 anos.
A análise foi realizada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) que considerou evidências científicas, impacto orçamentário e custo-efetividade.
Segundo a portaria, a vacina não será incorporada nas indicações analisadas, mas o tema poderá ser reavaliado futuramente caso surjam novos dados.
A vacina tem como objetivo prevenir a reativação do vírus varicela-zóster, causador da catapora, que pode voltar a se manifestar com o envelhecimento ou queda da imunidade. O imunizante avaliado é o único disponível no Brasil e representa um avanço em relação às versões anteriores.
As razões do SUS
A vacina contra o herpes-zóster não foi incorporada ao SUS por critérios que vão além da sua eficácia clínica. Embora o imunizante seja considerado altamente eficaz, a decisão levou em conta fatores como custo-efetividade, impacto no orçamento público e a definição de prioridades dentro do Programa Nacional de Imunizações.
Segundo especialistas, o Brasil enfrenta demandas simultâneas na área de vacinação, como o enfrentamento da dengue, a imunização contra o vírus sincicial respiratório e a atualização de vacinas já existentes. Diante de um orçamento limitado e do alto custo da vacina contra o herpes-zóster, a CONITEC entendeu que, neste momento, sua incorporação não seria viável para o sistema público de saúde.
Fonte: Com informações do site G1
Assine a Newsletter da Rádio das Gerias e fique por dentro de tudo que acontece no Brasil e no mundo!