O podcast “Fala Mulher” começa 2026 contando a história de uma grande psicóloga, Jennifer Souza, que se forjou profissional da saúde graças às políticas públicas que instituíram o acesso a programas sociais e à universidade.
Vinda de uma realidade simples, natural de Montes Claros, interior do estado de Minas Gerais, Jennifer se consolidou em Belo Horizonte pela liderança potente exercida em Minas Gerais. Hoje, a profissional exerce, pelo secundo mandato consecutivo, a presidência do Sindicato dos Psicólogos no Estado, representando cerca de 64 mil profissionais de psicologia, e o cargo de servidora pública na Prefeitura de Nova Serrana.
Por ter vivenciado na pele todas as dificuldades ocasionadas pela vulnerabilidade social, a psicóloga persistiu para ingressar no ensino superior à noite por meio do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES) – política social implantada pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). “Quando eu penso o que me trouxe até aqui, eu preciso falar sobre as políticas públicas e a justiça social”.
Luta sindical e defesa dos direitos
A vontade de garantir o bem-estar do cidadão ultrapassou a atuação da profissão e foi quando Jennifer Souza se enveredou na luta sindical. Para ela, o lugar do sindicato representa a defesa não só do que acredita, mas a possibilidade de transformar vidas por meio de políticas públicas que contemplem os interesses e necessidades dos profissionais.
Competências humanas e adaptabilidade na psicologia
Desmistificando o motivo pelo qual as pessoas decidem cursar essa área destinada ao estudo do comportamento humano, Jennifer destaca que “muitas pessoas entram para se entenderem”.
Embora esse possa ser o primeiro motivo, a profissional explica que as competências são amplas, uma vez que os espaços para exercício da profissão também são, passando pela área social, socioassistencial, clínica e tantas outras. “Acho que quem tem o desejo de trabalhar com pessoas, acolhendo pessoas pode, sim, trilhar o caminho da psicologia. Porém, não é um curso fácil”, revela.
Para os novos aspirantes à profissão, Jennifer compartilha um conselho que pode ser um divisor de águas para decisão sobre trilhar ou não esse caminho: "o importante é você ter certeza de que quer lidar com o ser humano, que quer se esvaziar dos seus preconceitos. Porque nós não podemos ir para um curso de psicologia achando que a gente vai chegar lá e vai transformar a pessoa em um ser humano parecido com a gente.”
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