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O ALERTA ESTÁ LIGADO: a nossa energia de Itaipu na mira dos EUA?
Um acordo recente entre empresas dos Estados Unidos e do Paraguai prevê alimentar um centro de dados de Inteligência Artificial com a energia de Itaipu a partir de 2027. O que parece inovação tecnológica, na prática, ameaça o excedente de energia barata que abastece o Brasil!
Por Administrador
Publicado em 23/10/2026 17:09
Meio Ambiente
Foto: Agência Brasil

Para destrinchar o que está por trás dessa articulação, conversamos com Gilberto Cervinski, mestre em energia pela UFABC, especialista em Economia Política e integrante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

O que está acontecendo?

Itaipu pertence meio a meio ao Brasil e ao Paraguai (50% para cada). Como o Paraguai não consome toda a sua cota, o excedente historicamente era comprado pelo Brasil. Agora, essa parcela está sendo destinada ao acordo com os EUA. Para Cervinski, "esse movimento revela que o imperialismo estadunidense está atuando para apropriar-se da melhor energia da América Latina".

Geopolítica e Soberania

Para o especialista, o movimento faz parte de uma estratégia de dominação sobre a América Latina: "A questão energética e mineral está no centro desse interesse. O Brasil não pode virar quintal dos Estados Unidos", alerta, chamando atenção para o risco de pressões sobre o patrimônio energético nacional, como Belo Monte e Tucuruí.

O perigo para o seu bolso (e para o país)

A perda desse excedente energético significa menos energia barata disponível para o Brasil. O resultado? "A conta de luz da população fica cada vez mais cara ou mais distante de tarifa baixa", resume Cervinski.


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