A Semana da Enfermagem em Juiz de Fora foi palco de um debate urgente e de extrema relevância social. No último dia 3 de junho/26, grandes lideranças se reuniram para debater sobre "a contribuição da enfermagem na prevenção do feminicídio" e a real situação das trabalhadoras da saúde.
O evento também marcou o lançamento oficial da Campanha "Responsa na Copa" sob o lema “Uma Copa pela Vida das Mulheres: com elas, por elas, pra elas!” É hora de convocar toda a sociedade para jogar no mesmo time em defesa das mulheres!
Saúde Mental & Nova NR-01: Quem cuida também precisa de cuidado. Tivemos uma mesa-redonda fundamental para debater os impactos da nova Norma Regulamentadora 01 (NR-01) e o gerenciamento dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho da enfermagem.
As diretoras do Sindicato dos Enfermeiros de Minas Gerais (SEEMG), Tiana Barbosa e Nilza Rocha, representando o Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Minas Gerais (SEEMG), e de Solange Caetano, presidenta da Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE), participaram efetivamente do encontro e ressaltaram a importância da categoria para a saúde pública e privada no Brasil. “Sem enfermagem não se tem saúde neste país”, reforçaram.

Em um discurso forte, a presidenta da FNE, Solange Caetano, trouxe dados alarmantes sobre a sobrecarga que adoece a categoria e a urgência de proteger quem cuida:
"Os dados do próprio Ministério da Saúde mostram que os trabalhadores da saúde são a segunda categoria que mais adoece mentalmente hoje — e, dentre eles, os profissionais de enfermagem, que representam 70% da força de trabalho da saúde. Isso é reflexo de sobrecarga, assédio moral e burnout.
“Durante a pandemia, tivemos palmas, fomos chamados de essenciais. E somos essenciais! Mas a proteção real não veio. Tivemos o piso aprovado que muita gente ainda não recebeu e ainda lutamos pelo dimensionamento correto de pessoal para não termos que trabalhar por dois ou três. Mesmo na atenção básica, a sobrecarga é imensa e as filas são enormes”, reafirmou Solange.
Ao longo do debate muito se falou também sobre a necessidade de proteger as trabalhadoras todos os dias. “Precisamos estar preparadas para ajudar as usuárias do SUS, as munícipes e cada mulher que atendemos. Vamos juntos na prevenção e no combate ao feminicídio!"
A enfermagem está na linha de frente do acolhimento a mulheres em situação de vulnerabilidade, mas para cuidar, a categoria também precisa de cuidado, respeito, piso pago e condições dignas de trabalho. Fortalecer a enfermagem é salvar vidas!
Fotos - Divulgação SEEMG
