TRAGÉDIA NA ZONA DA MATA: EVENTOS EXTREMOS NÃO SÃO FATALIDADES ISOLADAS
Publicado em 26/02/2026 17:33
Cidades
AG/EficazPress

As imagens de destruição que chegam de Juiz de Fora e Ubá, Minas Gerais, nesta última semana de fevereiro de 2026 não são apenas registros de um desastre natural, mas o retrato de uma crise estrutural profunda. 

 

De acordo com informações de fontes diversas, entre elas, críticos ao governo do Estado, apontam que o executivo estadual teria reduzido significativamente a verba para prevenção de desastres causados por chuvas entre 2023 e 2025, o que foi descrito por opositores como um "projeto de negligência". Dados indicam que a verba para combate a desastres caiu de R$ 134 milhões para R$ 5,4 milhões no período.

 

Até o momento, as autoridades confirmam dezenas de mortes e milhares de desabrigados. Em Ubá, o transbordamento do rio atingiu níveis históricos, arrastando infraestruturas e deixando comunidades inteiras isoladas. 

 

Diante dessa realidade devastadora, a Coordenação do Movimento dos Atingidos por Barragens de Minas Gerais (MAB) emitiu uma nota contundente que joga luz sobre as causas reais por trás dos números.

 

Para o Movimento, o que ocorre na Zona da Mata mineira não pode ser reduzido à "fúria da natureza". Em nota oficial datada de 25 de fevereiro de 2026, a coordenação reforça:

 

"O MAB reafirma que eventos extremos como estes não podem ser tratados como fatalidades isoladas. A combinação entre mudanças climáticas, ausência de políticas habitacionais e ocupação forçada de áreas de risco expõe, ano após ano, os mesmos territórios e as mesmas famílias."

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