As imagens de destruição que chegam de Juiz de Fora e Ubá, Minas Gerais, nesta última semana de fevereiro de 2026 não são apenas registros de um desastre natural, mas o retrato de uma crise estrutural profunda.
De acordo com informações de fontes diversas, entre elas, críticos ao governo do Estado, apontam que o executivo estadual teria reduzido significativamente a verba para prevenção de desastres causados por chuvas entre 2023 e 2025, o que foi descrito por opositores como um "projeto de negligência". Dados indicam que a verba para combate a desastres caiu de R$ 134 milhões para R$ 5,4 milhões no período.
Até o momento, as autoridades confirmam dezenas de mortes e milhares de desabrigados. Em Ubá, o transbordamento do rio atingiu níveis históricos, arrastando infraestruturas e deixando comunidades inteiras isoladas.
Diante dessa realidade devastadora, a Coordenação do Movimento dos Atingidos por Barragens de Minas Gerais (MAB) emitiu uma nota contundente que joga luz sobre as causas reais por trás dos números.
Para o Movimento, o que ocorre na Zona da Mata mineira não pode ser reduzido à "fúria da natureza". Em nota oficial datada de 25 de fevereiro de 2026, a coordenação reforça:
"O MAB reafirma que eventos extremos como estes não podem ser tratados como fatalidades isoladas. A combinação entre mudanças climáticas, ausência de políticas habitacionais e ocupação forçada de áreas de risco expõe, ano após ano, os mesmos territórios e as mesmas famílias."
Assine a Newsletter da Rádio das Gerias e fique por dentro de tudo que acontece no Brasil e no mundo!