O amor é o tema que move muitos poetas, músicos e filósofos ao longo de séculos. Mas, para além da prosa e do verso, como podemos interpretá-lo? Seria ele um sentimento espontâneo ou uma construção social? É sobre essa complexa engrenagem que a jornalista Vera Lima Bolognini conversa no Fala Mulher desta semana com a psicóloga e doutora em Psicologia pela PUC São Paulo, Paula de Paula.
Para nos ajudar a decifrar esse mistério, a psicanalista, que também é professora da PUC Minas e autora do livro “O Desejo do Analista”, e diretoria do Sindicato dos Psicólogos de Minas Gerais (PSIND-MG), traz uma visão técnica e social sobre o comportamento humano.
O amor como invenção social
Diferente do que pregam os contos de fadas e até alguns estudiosos sobre o assunto, a Dra. Paula explica que o amor não é puramente biológico, mas uma "invenção" que reflete a nossa cultura.
No contexto de uma sociedade patriarcal, essa construção muitas vezes descamba para a posse. É aqui que mora o perigo: quando o “amor” se transforma em controle, obsessão e, no limite, em violência.
“Quem ama, não mata!”
O dado é alarmante: em 2024, o Brasil registrou o recorde de quase 1.500 feminicídios. Em muitos casos, o discurso do agressor é o da "perda do amor". A psicanalista, porém, é categórica: onde há dominação, não existe amor, existe perversão.
Respeito e Liberdade
Nesta entrevista, desconstruirmos o papel do cuidado — historicamente delegado às mulheres — e defendemos o "amor ético", baseado na reciprocidade e no reconhecimento da dignidade do outro.
Falar de amor é, portanto, falar de responsabilidade e transformação social. Afinal, amor de verdade não aprisiona; liberta.
Não perca essa conversa esclarecedora e necessária.
O Fala Mulher está no Spotify, no YouTube, no Novo Jornal e nas rádios Quintal FM, de Viçosa, Liberdade FM (Ipatinga) e web Rádio das Gerais.
Assine a Newsletter da Rádio das Gerias e fique por dentro de tudo que acontece no Brasil e no mundo!