A inteligência artificial da Meta no WhatsApp virou alvo de disputa na Justiça Eleitoral. Testes revelaram que a ferramenta gerou material de campanha para Flávio Bolsonaro, mas barrou pedidos idênticos envolvendo o presidente Lula. A campanha do petista já acionou o Tribunal Superior Eleitoral. O uso de inteligência artificial nas eleições ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (13/10). Testes feitos com a ferramenta de IA da Meta, integrada ao WhatsApp, mostraram um tratamento desigual na criação de peças de campanha digital.
Ao receber o pedido para criar uma bandeira verde e amarela com o slogan "Lula 13", a inteligência artificial recusou o comando. No entanto, quando submetida a um pedido idêntico trocando apenas para "Flávio 22", a ferramenta atendeu e gerou a imagem de campanha.
Diante da discrepância, a coligação de Lula protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acusando a plataforma de tratamento desigual e de restringir o alcance de conteúdos ligados ao candidato governista.
Procurada, a Meta informou que proíbe temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles em cumprimento às regras eleitorais brasileiras, e que adotou medidas adicionais para bloquear comandos com nomes e números de políticos. O caso segue sob análise da Justiça Eleitoral.
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